Um domingo de manhã, íamos, meu marido e eu, para casa da família, quando no meio do caminho, na Euclides da Cunha, ia um carro na frente, com três criaturas nele. O carro ia ziguezagueando, e como se não bastasse, quando menos se esperava, uma latinha sai voando do vidro do carona, direto pra muito perto do capô do meu carro.
Furiosos, primeiro pelo desrespeito ambiental, depois pela infração de trânsito e ainda pelo perigo que nos impôs, fizemos aquilo que não se deve fazer: ultrapassamos o carro e dissemos um montão de "coisas" ao motorista.
Anotei a placa e quando saquei o celular para ligar para polícia, um sinal de luz nos indicava que haveria policiais à frente.
Reduzimos a velocidade e torcemos DE VERDADE para que fosse polícia mesmo, já que quase conseguíamos sentir o carro fungando no nosso cangote.
Confirmando a presença, acenamos para o policial sinalizando o carro, ele entendeu e pediu para que os caras parassem e nós paramos em seguida.
Ele fez a abordagem e o motorista disse que o colega tinha jogado a latinha, mas ele nem tinha visto, e blá, blá, blá... percebendo sinais de embriaguês, o policial pediu que esperássemos já que precisaria de testemunha caso desse alguma alteração do bafômetro. Ficamos, a alteração não foi significativa e fomos liberados.
Esse foi o relato do fato, agora as considerações e impressões.
Primeiro: a indignação pela estupidez de lançar qualquer objeto para fora do carro, principalmente, uma latinha, que poderia ter causado prejuízos importantes e danos graves;
Segundo: a surpresa pela revelação mais descabida do motorista tentar se isentar da responsabilidade por ter sido seu colega a ter jogado a latinha e não ele;
Terceiro: a alegria pelo profissionalismo do policial, além de sua sensibilidade e cuidado com a nossa segurança e integridade;
Quarto: a confiança depois de viver ao mesmo tempo duas situações tão diferentes: uma imbecilidade de um ser que acha que tem o direito de lançar coisas pela janela do carro e depois a transparência de um profissional, que mesmo sem condições de trabalho (já que o bafômetro_ que aliás a polícia rodoviária só tem um), demorou mais ou menos uns 40 minutos para percorrer uma distância de 30 km), trabalhando num dia de festa (era Páscoa), se propõe a fazer seu trabalho com respeito, coerência ética e eficiência, sem nem sequer por um minuto tentar "abafar" nada, já que aquela ocorrência lhe daria um trabalho burocrático enorme.
Acho assim, que a experiência foi válida, pois quero generalizar a aprendizagem de que sempre depois de algumas pessoas se comportarem como idiotas, há sempre alguém que vai agir de forma íntegra, honesta e de acordo com o que se espera delas.
Ainda bem que deu certo...confesso que fico com muita raiva, mas morrendo de medo de levar um tiro. A enxurrada tinha que levar esses porcos todos para o bueiro. Bom seria se aqui fosse como vi acontecer no exterior, a polícia aparece na hora, faz varrer, jogar no lixo e ainda dá uma bela multa.
ResponderExcluirBem que poderia mesmo ser assim, mas que dá medo de levar um tiro, ah! isso dá.
ResponderExcluirAh! E que bom que vc conseguiu postar aqui de novo. Adorei.