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sábado, 30 de abril de 2011

Crianças!

Olá gente...
Estou postando hoje uma crônica visual, são três vídeos, cujo tema central é crianças.
O primeiro é sobre um garoto que tinha uma formiguinha e seu irmão gêmeo a matou. O dono da formiguinha então, se desespera e sente muito dó do que aconteceu com seu animalzinho. Mesmo triste, irritado e frustrado, sua atitude em relação ao seu irmão, é de tolerância, sem agressões nem violência. E o irmão que matou a formiguinha passa a acompanhar o outro, criarando um elo de compaixão por sua dor, que embora pareça exagerada, é verdadeira para ele.
O segundo é de um garotinho que se "pinta" de lama porque cansou de ser branquinho e decidiu que queria ser negro. Lindo! Modelo de não preconceito.
Já o terceiro é uma reflexão sobre o quanto somos modelos e o quanto as crianças fazem aquilo que nos vêem fazendo, daí o tamanho da nossa responsabilidade com os pequenos.
Imagino que para as crianças dos dois primeiros vídeos agirem de forma tão generosa, empática com os outros seres, sejam eles animais ou outras pessoas, provavelmente, tiveram modelos adequados.
Sei que vocês podem já ter visto alguns destes vídeos, mas creio que vale a pena rever e refletir.
Beijos à todos.

Mataram a Formiguinha - Que Dó [Original]

Quero ser negro!

Crianças vêem, crianças fazem (propaganda)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Latinha

Um domingo de manhã, íamos, meu marido e eu,  para casa da família, quando no meio do caminho, na Euclides da Cunha, ia um carro na frente, com três criaturas nele. O carro ia ziguezagueando, e como se não bastasse, quando menos se esperava, uma latinha sai voando do vidro do carona, direto pra muito perto do capô do meu carro.
Furiosos, primeiro pelo desrespeito ambiental, depois pela infração de trânsito e ainda pelo perigo que nos impôs, fizemos aquilo que não se deve fazer: ultrapassamos o carro e dissemos um montão de "coisas" ao motorista.
Anotei a placa e quando saquei o celular para ligar para polícia, um sinal de luz nos indicava que haveria policiais à frente.
Reduzimos a velocidade e torcemos DE VERDADE para que fosse polícia mesmo, já que quase conseguíamos sentir o carro fungando no nosso cangote.
Confirmando a presença, acenamos para o policial sinalizando o carro, ele entendeu e pediu para que os caras parassem e nós paramos em seguida.
Ele fez a abordagem e o motorista disse que o colega tinha jogado a latinha, mas ele nem tinha visto, e blá, blá, blá... percebendo sinais de embriaguês, o policial pediu que esperássemos já que precisaria de testemunha caso desse alguma alteração do bafômetro. Ficamos, a alteração não foi significativa e fomos liberados.
Esse foi o relato do fato, agora as considerações e impressões.
Primeiro: a indignação pela estupidez de lançar qualquer objeto para fora do carro, principalmente, uma latinha, que poderia ter causado prejuízos importantes e danos graves;
Segundo: a surpresa pela revelação mais descabida do motorista tentar se isentar da responsabilidade por ter sido seu colega a ter jogado a latinha e não ele;
Terceiro: a alegria pelo profissionalismo do policial, além de sua sensibilidade e cuidado com a nossa segurança e integridade;
Quarto: a confiança depois de viver ao mesmo tempo duas situações tão diferentes: uma imbecilidade de um ser que acha que tem o direito de lançar coisas pela janela do carro e depois a transparência de um profissional, que mesmo sem condições de trabalho (já que o bafômetro_ que aliás a polícia rodoviária só tem um), demorou mais ou menos uns 40 minutos para percorrer uma distância de 30 km), trabalhando num dia de festa (era Páscoa), se propõe a fazer seu trabalho com respeito, coerência ética e eficiência, sem nem sequer por um minuto tentar "abafar" nada, já que aquela ocorrência lhe daria um trabalho burocrático enorme.
Acho assim, que a experiência foi válida, pois quero generalizar a aprendizagem de que sempre depois de algumas pessoas se comportarem como idiotas, há sempre alguém que vai agir de forma íntegra, honesta e de acordo com o que se espera delas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ética

Fiz cinco anos de faculdade, de segunda à sábado, conheci muitos professores, uns bons, outros ótimos, uns ruins, outros ainda, meia boca. Entre eles, havia um professor de ética.
Era meio estranho, cerimonioso demais, impunha um tipo de respeito esquisito, que a gente não sabia exatamente o que era, não tinha intimidade com ninguém, não permitia aproximação, era sempre solene demais, sem contato, o material era pobre, as discussões eram meio parciais, diferente do padrão dos professores que tínhamos.
Diferentes dos bons porque era frio, distante, quase indiferente, as discussões não eram ricas, não fluiam, não eram democráticas, seus materiais  e textos não tinham riqueza da diversidade. Diferente dos ruins porque era sempre presente, tinha um material, sei lá. Gostamos muito porque suas aulas foram apenas no último ano, se fosse mais, acho que entraria no hall dos ruins, porque o código de ética se tornaria um porre de conhecer e sabe-se lá como lidaríamos com ela.
Ultimamente tenho ouvido falar muito do meu ex-professor de ética, não por causa de alguma publicação diferente, por algum questionamento ao código, mas pelo que tem acontecido com ele referente à  sua vida pessoal e à sua outra carreira, a que tinha paralelamente a de professor universitário: a de padre. O referido professor é o ex-padre da Catedral: o senhor Antonio Donizete Bianchi.
Tenho tido notícias suas por dirigir bêbado, por se envolver num atropelamento de motoqueiros e fugir sem prestar socorro, também bêbado, por tentar subornar policiais, por ter sua licença para dirigir suspensa, por ficar afastado de suas funções sacerdotais da catedral e por se submeter a tratamento psicológico e agora, voltou a ser notícia: envolveu-se num grave acidente de carro, está em coma induzido, dentro do seu carro haviam três latinhas de cerveja vazias, antes do acidente passou numa loja de conveniência e pegou as latinhas, e outras coisas que colocou em uma bolsa antes de pagar, saiu da loja, e quando foi questionado pela atendente, se irritou, retirou as balas que levava na mochila,jogou-as no balcão (detalhe: o custo estimado de suas compras era, aproximadamente, 20 reais).
Assim que saiu, arrancou com o carro do posto e logo se acidentou.
De verdade, lamento por ele. Pela forma como a sua vida foi conduzida até hoje. Lamento que seja um líder espiritual, e sobre ter sido meu professor de ética, ele me deu muitas lições, principalmente nos últimos tempos, sobre o que não fazer!
Espero que possa se recuperar fisica, emocional, social e moralmente. E espero ter notícias suas, diferente das que tenho tido, de que fez uma obra social importante, que está restabelecido e fazendo uma campanha de conscientização dos malefícios do álcool e do cigarro, dos perigos de beber e dirigir, de uma condução bacana de uma paróquia, coisas que possamos nos orgulhar dele ou então é melhor não termos notícias nenhuma...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Elegância

Quero levantar um brinde a elegância. Tintin!
Sou do tempo que ainda acha algumas frescuras muito importantes, fundamentais, até.
Acho importante a gente falar, a maioria do tempo, baixo e pouco...
Acho importante a gente falar menos de si mesmo e ouvir mais o outro...
Acho importante quando a gente percebe (e consegue) não invadir o espaço e conversas das outras pessoas...
Acho delicado presentear quando vamos visitar alguém...
Acho muito elegante quando a gente consegue ouvir o outro falar de suas conquistas e vibra, entendendo que aquele é um momento DELE, sem emendar um "eu também"...
Acho muito chique perceber que os recursos naturais não são meus porque eu pago a conta, e pagar em dia é obrigação e não me dá o direito de desperdiçá-los...
Acho a discrição elegante... e a verdade dita com assertividade, sem agressividade nem deixada de ser dita, também...
Além de outras coisas que parecem tão básicas que nem deveriam ser comentadas, como: jogar lixo fora da janela do carro (tem gente que ainda faz isso, sabia?), comer de boca aberta mostrando o baile da comida pra quem não quiser ver, evitar falar do outro quando isso não ajudar, comentar o que lhe pediram discrição, não tirar a calcinha como se fosse um estilingue de lugares que ela insiste em ficar, rejeitar um prato de imediato com um sonoro: "Que é isso? Ai bem o que eu não gosto!", e outras coisinhas mais.
Adoraria conseguir manter todos estes pequenos gestos, que são frescuras pra alguns, mas que pra mim estão se tornando, a cada dia, ítens de primeira necesssidade.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Animais peçonhentos

O Diário da Região de 13 de abril de 2011, hoje, trouxe a seguinte manchete: "Ataques de animais peçonhentos cresce 38% na região de São josé do Rio Preto, no último ano".
Em seguida, vejo a próxima: "Homem acusa ex-mulher de tentativa de homicídio passando veneno na vagina e "covidando-o" para fazer sexo oral".
 Fiz uma correlação instantânea entre os dois assuntos. Embora o primeiro falasse de animais como o escorpião, cobra aranha, etc., não consigo perceber animal mais peçonhento do que o ser humano. Alguns, pelo menos.
Embora não tenha sido comprovado ainda que seja verdade a acusação do senhor ex-marido, se a senhora ex foi capaz de conceber uma ideia tão criativa, é um tipo de víbora da pior espécie, se o senhor ex-marido está delirando, ok, não é tão peçonhento assim, mas se teve por objetivo prejudicar a senhora ex, então o escorpião é um coala perto dele.
O que dizer então, da torcida do Cruzeiro, em Minas Gerais, no jogo de volei contra o Volei Futuro de Araçatuba, quando, em coro, gritavam: Bicha! Bicha! no momento em que o jogador Michael ia sacar.
Já se sabe que em grupo agimos de forma diferente do que agiríamos sozinhos, que somos levados a agir por impulso, mas insultar um jogador por causa da sua orientação sexual é ser homofóbico, intolerante, preconceituoso. Envergonha o Estado, os mineiros que não são assim, envergonha o Cruzeiro,obriga o Governo a se desculpar.
Que feio! Isso também é destilar um veneno social fortíssimo, que foi combatido pelo antídoto da torcida de Araçatuba, no jogo seguinte, onde a equipe técnica vestia rosa, os torcedores gritavam e apoiavam o jagador pelo que ele realmente é: Um grande jogador. Uma lição aos poucos mineiros que fizeram feio lá em BH.
Enfim... vamos agora torcer para que a gente consiga sobreviver a esta contaminação de veneno que invade nossas vidas e que nossa integridade e  posicionamento na vida seja capaz de ser antídoto também aos venenos que ingerimos no nosso cotidiano.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Barão Vermelho - O Poeta Está Vivo

Horror

Adoro o Frejat!
Tava ouvindo hoje "O poeta não morreu", no carro. vindo pra casa e o sol tava lindo.
"Baby compra o jorna e vem ver o sol, ele continua a brilhar, apesar de tanta barbaridade..."
De repente, chego em casa, vejo na TV, o noticiário sobre o que aconteceu no Rio de Janeiro (aliás, de novo no Rio de Janeiro), até agora 11 mortos (10 meninas e 1 menino)  e muitos feridos, além de muitos adolescentes desaparecidos.
O atirador suicidou logo após os disparos, havia sido aluno da escola, menino introvertido, adotado, perdeu a mãe recentemente. Levou na mochila um lençol onde pediu que seu corpo fosse envolvido após a sua morte. Inclusive, numa carta, pediu perdão à Deus.
A pergunta que fica é: O que leva uma pessoa a uma atitude tão atroz? Que sentimento move, quais pensamentos assombram?
Os tiros foram, em sua maioria, disparados no rosto, isso não é acidental, é pessoal!
Características típicas de doença mental, sei lá, talvez possível quadro psicótico, reação tardia ao bullying.
Este é um fato inédito no nosso país, embora já tenhamos ouvido falar diversas vezes de ataques como este em vários outros países.
Tomara que continue fato isolado e que não seja precedente.
E quanto ao Rio, o que será que tá acontecendo? Quanta coisa ruim nos últimos tempos!
A Cidade Maravilhosa, mãe do Frejat, vivendo tanta barbaridade, mas, com um belo sol brilhando lá fora.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Disciplina

"Então... meu nome é Fabiana." "Oi Fabiana, tem algo que queira compartilhar conosco?"
"Tem sim: Eu tenho um sonho pra realizar... meu sonho é ser disciplinada.
Na verdade, não sei se é um sonho, mas que é um desejo, ah, isso é. Eu queria gostar de ter horário pras coisas que não são obrigatórias, principalmente, atividade física.
Estou angustiada pensando o quanto preciso fazer alguma coisa, me mexer, mover o corpo, e penso... penso... nada me agrada, nada me atrai, nada me faz desejar, meu único desejo é ficar em casa, de perna pra cima, lendo, com meus bichos, meu amor ou então vendo tv pra não pensar ou ainda, bordar, sair um pouco pra tomar uma sopinha, ou bater papo. É disso que tô falando, disso eu gosto, isso me dá prazer.
Já tentei algumas coisas: caminhada, musculação, corrida (aff! quase morri, muito aversivo), voley e escalada. Disso eu gostava, o problema aí é com meu ombro, que não colabora.
Dança: acho um porre quando tem que ser treinada, gosto de dança espontânea, marcada, não tenho vocação. Yoga: acho lindo... mas sei lá, eu penso que me sentiria meio ridícula, preciso tentar...mas não tenho vontade também, assim como todas as outras possibilidades. Umas me repelem, mais outras menos... só sei de uma coisa: preciso pensar em alguma coisa logo, antes que o ócio e a culpa me devorem, um o corpo e outro, a alma.
Ah! Que vergonha! Mas tô tão aliviada de ter contado isso aqui."