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terça-feira, 22 de março de 2011

Sessão ORDINÁRIA

Quem já teve oportunidade de assistir uma Sessão da Câmara de Vereadores deve ter tido uma sensação parecida com a minha.
O que tenho visto, nas poucas vezes que pude assistir, na minha cidade, foi um circo de horrores. Um festival de cinismo, ironias inapropriadas, ridicularizões inadvertidas e pior, uma verdadeira lição de ignorância com o que deveríamos mais prezar numa casa de leis e de representação pública: o cuidado com o uso da Língua Portuguesa.
O que mais indigna, é a condução dada aos projetos. A parcialidade é um dos critérios para a aprovação ou não, deles. Outro critério importante é a orientação do partido ou ainda a solicitação (ou imposição) do chefe do executivo.
E a arrogância...Senhor... quanta arrogância! O que será que pensa um vereador para que se comporte de forma tão deselegante, usando expressões como: "baixe a bola ai...".
Seguindo a citação (que não sei ao certo de quem), "quer conhecer uma pessoa, dê poder à ela!", quem eram aquelas pessoas antes de ocuparem aquelas cadeiras? Quais eram suas histórias?, O que já fizeram de suas vidas? Quais suas grandes realizações? Por que acreditam que poder utilizar uma tribuna faz deles um ser mais importante ou melhor do que qualquer um de nós? E o senhor Presidente da Câmara, então?! Quem é essa criatura? Qual a sua grande obra? 
Pessoas que fizeram de um estado passageiro, o de ESTAR vereador, uma condição de vida, uma possibilidade de transformação de status social, financeiro, pena que não há a mesma pretensão intelectual.
Espero, de verdade, que um dia  a sensação de vergonha ao assistir uma Sessão Ordinária (aliás, nome sugestivo) possa se transformar em orgulho de ser cidadã.

"O homem guiado pela ética é o melhor dos animais; quando sem ela, é o pior de todos."(Aristóteles, 384 - 322 a.C.)

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